Homepage > Relatos

Relatos

Confira abaixo alguns depoimentos de alunos que fizeram o Intercâmbio pelo Colégio Visconde de Porto Seguro.

Outro continente. Um oceano longe de casa. Outra língua. Sem contato com a família por sete semanas. Tudo isso passou pela minha cabeça durante o voo para a Alemanha, e acredito que passou pela cabeça de todos os intercambistas. Quando me dei conta, fazia parte de outra família, morava em outra casa e tinha uma rotina diferente. Depois de ouvir alemão todos os dias, da televisão ao rádio, meu ouvido adaptou-se à língua. Podia não conhecer as palavras, mas elas não me pareciam mais estranhas. Aliás, adaptei-me tanto, que foi estranho pensar na vida que deixei no Brasil. A saudade, claro, é natural. Mas sinto falta do que deixei na Alemanha, sendo a principal delas a liberdade: podíamos ir a qualquer lugar, sem depender de ninguém. As novas experiências e aprendizados foram únicos e vão me acompanhar sempre.

Luíza Cruz (STUTTGART)

Minha rotina na Alemanha

O dia começava às 6h30 para mim e para a minha parceira alemã. Descíamos às 7h00 para tomar café da manhã, que costumava ser cereal ou torradas. Depois nós nos preparávamos para sair, ou seja, colocávamos sobretudo luvas, gorro e botas para combater a neve, o frio. Tínhamos que sair de casa às 7h25, pois o ônibus chegava exatamente às 7h30.

As aulas começavam às 8h00: a minha parceira ia para a aula normal e os brasileiros iam para um curso extra de alemão. Nós tínhamos quatro aulas de alemão. O professor ensinava gramática e às vezes nós víamos um seriado em alemão. Esse curso terminava antes da aula dos alemães, então os brasileiros costumavam ir para o Forum - o único shopping da cidade - ou alguns iam para casa. Nós tínhamos tempo para almoçar, comprar alguma coisa ou olhar algumas lojas. Mas pontualmente às 14h10 tínhamos que ir ao colégio, pois os alemães já estavam à nossa espera.

Corríamos para pegar o ônibus às 14h32. Chegávamos em casa, almoçávamos e fazíamos a lição. Depois disso, a minha irmã alemã costumava ter aula de saxofone ou de tênis e eu ia sempre junto.

Quando a aula acabava, nós íamos para casa e eu conversava com meus pais, ou ela me mostrava a cidade, enquanto passeávamos com o cachorro. Em torno das 18h ou 19h nós jantávamos todos juntos. E depois da refeição, costumávamos jogar alguma coisa enquanto tomávamos chá ou assistíamos um pouco de televisão. Às 22h nós arrumávamos nossas coisas para o dia seguinte e íamos dormir..

Maitê Dugubras (DUISBURG)

Intercâmbio

Sempre me disseram que cada decisão que tomamos na vida é essencial para construir seu caráter, quem você realmente é. Pois bem, é exatamente isso. Quando decidi participar do intercâmbio no final do ano para a Alemanha, estava tomando uma das decisões que com certeza iria fazer parte da minha história, do meu caminho, da minha vida.

Os dias passavam cada vez mais rápido, até que finalmente chegou o grande dia: eu iria me despedir de tudo que estava habituada a viver, e o mais importante: eu iria enfrentar uma rotina totalmente diferente da minha, com pessoas diferentes, afazeres diferentes, lugares diferentes e costumes diferentes.

Quando embarquei, foi como se estivesse indo para outra vida, onde nada seria igual e tudo seria novo para mim. Por isso jurei aproveitar cada momento dessa viagem, que um dia faria parte da minha jornada. E foi exatamente isso que fiz.

Minha família alemã é incomparável e insubstituível. A quantidade de coisas que eu aprendi com eles diariamente é simplesmente inexplicável, não estou falando apenas da língua estrangeira, mas sim sobre a vida e a cultura.

Assim como todos os outros colegas, eu também tinha meus momentos de reflexão e saudades, nos quais me perguntava: "o que estou fazendo aqui?", mas isso logo passava, pois em minha rotina era impossível ficar parado mais de 30 minutos, sempre tínhamos algo a fazer ou a aprender. Isso me deixava muito feliz e segura.

A cada dia que se passava, eu me sentia crescendo como pessoa, acumulando mais sabedoria e experiência na vida, preparando-me para enfrentar o mundo lá fora sozinha e lutando pelos meus sonhos. Por isso eu digo, que o intercâmbio é um período no qual não importa o tempo que se passa, contanto que, com ele, aprendamos a valorizar a vida, acumulemos experiências, cresçamos como pessoa, aprendamos coisas novas, aprendamos mais coisas novas, percamo-nos, encontramo-nos, viremo-nos sozinhos, conheçamos gente nova, conheçamos gente velha, aprendamos uma língua estrangeira... Enfim, com o intercâmbio queremos nos divertir, chorar, cantar, dançar e fazer tudo para ficar feliz.

Afinal, intercâmbio é uma vida nova dentro da sua própria vida. Portanto deixe os medos para trás e vá pelo caminho menos trilhado, cada segundo dessa pequena vida conta, pois nunca se viverá essa experiência duas vezes..

Maria Victória Beligni (DUISBURG)

Alemanha - Austausch 2011 - Duisburg

O dia 19 de dezembro foi o dia da chegada à Alemanha, fomos muito bem recebidos no aeroporto, pois a família veio nos buscar lá .O primeiro dia foi um pouco desesperador: estávamos longe de casa, do outro lado do mundo, e mesmo tendo o idioma na escola, o ritmo da fala deles é diferente. Por isso, no primeiro dia, não entendemos muita coisa e parece que estamos ouvindo grego, mas a família é paciente e faz de tudo para que fiquemos à detade. A partir do segundo dia a língua passou a não ser mais um problema, eu estava muito feliz e já adorando o programa.

Pela primeira vez os intercambistas passaram o Natal na Alemanha. Na minha opinião esse foi um dos maiores choques culturais, pois eu estava longe da minha família, estava em uma família que tinha acabado de conhecer. No começo fiquei com um certo receio, mas no final deu tudo certo, eles me trataram muito bem, deixaram-me muito à detade .O Natal para eles é muito importante e é comemorado em três dias 24, 25 e 26 de dezembro. O primeiro dia foi na casa da minha família anfitriã, o segundo foi na casa dos avós paternos e o terceiro foi na casa da avó materna. Eles cantaram várias músicas alemãs relacionadas ao Natal, foi muito divertido, eu realmente consegui aprender bastante sobre a cultura alemã, foi uma experiência incrível passar o Natal na Alemanha, pois eu realmente consegui aprender bastante do ponto de vista cultural.

Apesar de alguns aborrecimentos e de às vezes sentirmos detade de voltar, a viagem foi perfeita. Meus conhecimentos de língua fiaram muito melhores, conheci uma nova cultura, aprendi a lidar com diferentes pessoas.

A Alemanha foi e será simplesmente inesquecível.

Ana Carolina Martin (DUISBURG)

A minha cidade foi Warburg, uma localidade ao oeste de Nordrhein-Westfallen. O intercâmbio ao todo foi muito bom e Warburg, estreando no intercâmbio, foi um ótimo lugar, uma cidade pequena com histórias medievais belíssimas.

Estando no país, conseguimos conhecer a cultura e os costumes alemães de uma forma interessante e prazerosa, pois convivemos na casa de um alemão, vamos à escola com ele e saímos com seus amigos.

Com relação às viagens pela Alemanha, a família alemã tentará fazer de tudo para conhecermos vários lugares da Alemanha e curtirmos o país. Eu conheci diferentes lugares como München, Berlin, Kassel e Dortmund.

Na Alemanha, podemos andar sozinhos, nada vai nos acontecer, o que é muito bom. Claro que a família e o parceiro sempre precisam estar cientes do que faremos.

A saudade da família brasileira é inevitável. Mas o intercâmbio também ensina a conviver e lidar com essa saudade, sem que ela nos afete ou afete a família negativamente.

Resumindo, o intercâmbio é uma lição de vida, com a qual amadurecemos muito. Para mim o intercâmbio foi a melhor coisa que aconteceu, e aconselho todos a participar desse programa.

Matthias Weber (WARBURG)

Na minha cidade,Heidenheim an der Brenz, havia apenas eu e mais dois intercambistas. E apesar dessa já ser uma cidade muito pequena, na verdade eu fiquei em um vilarejo menor ainda: Königsbronn. Entretanto, a minha viagem se tornou por isso a melhor de todas. Com uma família excepcional e o apoio de todos ao redor, consegui aproveitar ao máximo.

Meu Natal foi muito diferente do normal. De certo modo, foi mais cerimonial do que no Brasil, porém foi uma experiência muito boa. Meu Ano Novo também foi muito diferente. Eles reuniram toda a família e soltaram fogos na varanda da minha casa.

Minha família fazia tudo por mim. Fizemos vários passeios e fui a muitas festas e baladas com a minha parceira. Com certeza valeu a pena.

Uma pequena dica para os brasileiros: procurem entender numa boa tudo que os alemães falam. Pois nesse aspecto tive alguns problemas. O segredo é ser paciente e tranquilo com tudo.

Nathalia Pithon (HEIDENHEIM)

Esse intercâmbio surpreendeu a todos nós. É uma experiência que faz com que passemos a ver tudo com outros olhos. Representa muito mais do que apenas passar sete semanas fora de casa. Significa amadurecer de forma acelerada durante sete semanas. Ao mesmo tempo em que tudo parece ser muito diferente, o carinho e o afeto fazem tudo parecer igual, que estamos em casa.

Se aqui em Stadthagen, Lüdersfeld, eu já me sentia mais independente, posso dizer que em Berlin me senti livre. Foi uma sensação surpreendente, fantástica. Essa definitivamente foi uma viagem que, mesmo se eu tentar, nunca poderei esquecer.

LAURA YANAGUIBASHI - UNIDADE I

Esse intercâmbio surpreendeu a todos nós. É uma experiência que faz com que passemos a ver tudo com outros olhos. Representa muito mais do que apenas passar sete semanas fora de casa. Significa amadurecer de forma acelerada durante sete semanas. Ao mesmo tempo em que tudo parece ser muito diferente, o carinho e o afeto fazem tudo parecer igual, que estamos em casa.

Se aqui em Stadthagen, Lüdersfeld, eu já me sentia mais independente, posso dizer que em Berlin me senti livre. Foi uma sensação surpreendente, fantástica. Essa definitivamente foi uma viagem que, mesmo se eu tentar, nunca poderei esquecer.

LAURA YANAGUIBASHI - UNIDADE I

Era inevitável, mas a sensação de saber que você finalmente está lá é assustadora, inovadora e indescritível. No momento das boas-vindas no aeroporto uma sensação confortante me atingiu. Ainda era inexplicável, mas, de um modo confortante, não foi como eu esperava. As pessoas pareciam entender o meu nervosismo e fizeram com que ele se dissipasse, ao perguntar coisas simples sobre a viagem, sobre o meu país e conversando sobre a Alemanha.

É claro que ainda por um bom tempo foi difícil, principalmente porque a comunicação em outras línguas nunca foi meu forte, mas, não foi nada que muitos “wie bitte” não pudessem resolver...

ISABELA DE DIEGO PEREIRA - UNIDADE I

Desde meu primeiro ano de alemão eu tinha curiosidade em saber como era o dia-a-dia numa escola na Alemanha. Essa minha sede foi saciada quando resolvi fazer o intercâmbio e, junto com um parceiro alemão, freqüentar a rotina escolar em um país-modelo no aspecto educação.

E as diferenças entre o ensino germânico e brasileiro saltam aos olhos... Nessas sete semanas que ficamos na Alemanha, vimos que, embora o país seja uma potência e referência mundial, ele também tem seus problemas e virtudes. De um modo geral, o intercâmbio propiciou a todos os alunos uma oportunidade única de aprendizado, não só da língua, mas também da cultura alemã e do dia-a-dia em uma escola de padrões
europeus.

JULIANO BRACALENTE – UNIDADE II

Dia 26/12, às 16h, peguei minhas malas e fui ao aeroporto. Não sei dizer, se eu estava ancioso ou preocupado. É difícil descrever tudo o que se passando na cabeca da gente nessa hora. Senhas de banco, preocupações e desejos rodam na cabeca como uma roda gigante.

De repente já estava me despedindo dos meus pais e amigos, mas, logo a figura deles desapareceu e, juntamente com eles, também sumiram os outros pensamentos que me atormentavam.

O avião decolou e quase que imediatamente me senti longe das responsabilidades escolares e das muitas preocupações diárias, mas, engana-se quem acha que ser intercambista é nao ter responsabilidades. Pelo contrário, as responsabilidades triplicam, a partir do momento em que voce é responsável por si.

Mas, conforme o tempo foi passando, as angústias começaram a desaparecer da cabeca, e as senhas começaram a ser coisas naturais. A cada dia o meu desejo de ficar, de estudar essa nova cultura a fundo e de fazer disso a minha rotina, aumentava de uma maneira inexplicável. Ao mesmo tempo também o desejo de rever meus amigos e familiares crescia e progressivamente eu fiquei mais e mais indeciso, vivendo uma verdadeira antítese.

Aos poucos o final do programa se aproxima e eu percebi que todos os seus medos, todas as minhas angústias e inseguranças haviam ficaram no passado, pois com o intercâmbio eu realizei um aprendizado absurdo.

Além de praticamente falar fluentemente a língua e de realmente conhecer um estilo de vida diferente, de vivenciar uma cultura totalmente nova, aprendi muitas coisas importantes para a minha vida.

DANIEL PACHECO - UNIDADE III

A primeira vista o intercâmbio não parece ser mais do que uma troca de famílias, mas, é muito mais do que isso. Em primeiro lugar vem a liberdade de poder andar sozinho na rua, em qualquer dia, lugar ou hora sem medo de se perder ou de violência.

O povo da Alemanha, ao contrário do que se pensa, é mais acolhedor do que se imagina. Creio que mais que todos posso afirmar isso, pois devido a minha intolerancia alimentar ao glúten, achei que seria muito mais dificil me alimentar lá do que no Brasil, porém, eu estava enganado, pois todos foram extremamente solidários, além de já estarem informados sobre a doença, algo que só vivenciei uma vez no Brasil.

GABRIEL SENDACZ - UNIDADE III

O que sempre me preocupou foi a comunicação na língua alemã. Se que eu iria conseguir me expressar e se eles iriam me entender. Pensei que em último caso ainda teria a mímica, mas, não tive grandes problemas nesse sentido.

Na primeira semana foi um pouco difícil, pois não estava acostumada ao sotaque alemão, mas aos poucos também isso foi ficando tranqüilo e foi bem mais fácil do que pareceu ser. Quando percebi, estava falando naturalmente.

PATRICIA MENG - UNIDADE III

Esse intercâmbio é uma ótima oportunidade, você aprende muito, e não só o alemão, você aprende também a ser mais independente. Aprende que nem tudo na vida são sempre mil maravilhas e que seus pais nem sempre estarão ao seu lado quando coisas ruins acontecerem e que mesmo assim você é capaz de se virar sozinho.

Apesar de não ter gostado de algumas coisas, não deixei de aproveitar cada minuto ao máximo. Por isso recomendo a todos os alunos que façam o intercâmbio. Sete semanas de fato são pouco tempo, mas valem muito a pena!

PAULA JACOB - UNIDADE III

O intercâmbio é uma experiência marcante em que aprendi muito sobre outras culturas, sobre uma língua estrangeira, sobre meus amigos e sobre mim. É nisso que se baseia qualquer intercâmbio. É verdade que também houve dificuldades a serem superadas como a saudade de casa, o a rotina totalmente diferente e o a adaptação intensiva a outra sociedade.

Minha personalidade e meus valores foram colocados à prova nesse período, mas, quando o intercâmbio chegou ao fim, tive certeza de que cada esforço foi recompensado com um intenso aprendizado e muitas experiências legais.

RAPHAEL NIEMEYER - UNIDADE III

Intercâmbio representou trocar idéias, descobrir novos costumes e vivenciar muitas coisas diferentes. E não há nada como fazer isso na Alemanha, descobrir um mundo totalmente novo dentro do nosso próprio mundo. Aprender a lidar com todos os tipos de pessoas e pensamentos e saber quando se expressar ou não.

Intercâmbio não se resume a visitar outro país, se divertir ou fazer festa. É também descobrir como reagimos quando estamos longe de nossa casa, da nossa família e do nosso espaço. Sou da opinião que a melhor opção sempre é a de viajar para um lugar para aprender uma nova cultura. E assim foram os dois meses inteiros: um aprendizado intenso com muita diversão.

Além de fazer várias amizades que a distância não me deixará esquecer, pratiquei a língua alemã, relembrei palavras que aprendi nos primeiros anos de estudo e aprendi muitas outras novas também. Com certeza, o intercâmbio é uma experiência que eu recomendo a todos os alunos.

ARIANY DENOFRE - UNIDADE III

O que sempre me preocupou foi a comunicação na língua alemã. Se que eu iria conseguir me expressar e se eles iriam me entender. Pensei que em último caso ainda teria a mímica, mas, não tive grandes problemas nesse sentido.

Na primeira semana foi um pouco difícil, pois não estava acostumada ao sotaque alemão, mas aos poucos também isso foi ficando tranqüilo e foi bem mais fácil do que pareceu ser. Quando percebi, estava falando naturalmente.

Clara Almeira da Silva